Que faço eu com essa raiva...
Rejeito conselhos. Calem-se!
Não digam e mostrem o que fazer
Pois já supus tudo, e fiz
E fui à ruína.
Calar faz bem? O disse?
Que pensava o energúmeno???
Se afastem!
Já me tardo a me expressar.
Não me prendam
Não suponham a minha sorte
Não transformem o que digo
Nem me queiram de outro jeito.
Quero o susto
Apenas me observem.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
terça-feira, 5 de abril de 2011
Entre outras coisas
É longe que vejo meu futuro
Lá
Esperando
E eu não aguentando essa agonia
Pois bem queria, claro
Meu descanso.
Não trabalho
Não me cobram
Só não vêem
O que tenho aqui, dentro
Pertinho
Quentinho
Pronto a acolher.
Já me vi invisível
Sem ver
Sem olhar
Nem enchergar
Perceber tampouco
Pois só era o que pensava.
Nada praticava!
Não vivia...
Questionava...
Lá estava. Rimando, detestando
Querendo regressar.
Mas me disseram, eu ouvi
Jure a luta
Por você, alcance o alto
Que nada aqui em baixo é seu.
Suma! Cresça!
Pareciam delirar.
Permaneci. Deixei levar...
Sabe bem onde fui parar.
Estou andando, agora
Até tarde
Sem nada de salvar mundo
Que já padece.
Lá
Esperando
E eu não aguentando essa agonia
Pois bem queria, claro
Meu descanso.
Não trabalho
Não me cobram
Só não vêem
O que tenho aqui, dentro
Pertinho
Quentinho
Pronto a acolher.
Já me vi invisível
Sem ver
Sem olhar
Nem enchergar
Perceber tampouco
Pois só era o que pensava.
Nada praticava!
Não vivia...
Questionava...
Lá estava. Rimando, detestando
Querendo regressar.
Mas me disseram, eu ouvi
Jure a luta
Por você, alcance o alto
Que nada aqui em baixo é seu.
Suma! Cresça!
Pareciam delirar.
Permaneci. Deixei levar...
Sabe bem onde fui parar.
Estou andando, agora
Até tarde
Sem nada de salvar mundo
Que já padece.
sábado, 2 de abril de 2011
Nós dois
É o som da chuva que acomoda.
Já que o colo que preciso não está comigo
E nem sei se sei por onde anda.
Só ao defender meu eu-nada
Já espanto. Mas porque o espanto?
Se é medo de vir que tem, saiba que também sou
Dessas tormentas que se passam.
_E precisava de tantas voltas?
Sim, pois não é tempo.
_E quando será?
Ao soar da ciência, sua da minha carência.
E da nossa mútua, pois sei que nos fará bem.
Já que o colo que preciso não está comigo
E nem sei se sei por onde anda.
Só ao defender meu eu-nada
Já espanto. Mas porque o espanto?
Se é medo de vir que tem, saiba que também sou
Dessas tormentas que se passam.
_E precisava de tantas voltas?
Sim, pois não é tempo.
_E quando será?
Ao soar da ciência, sua da minha carência.
E da nossa mútua, pois sei que nos fará bem.
Tiro de sal-grosso
À toda essa chuva, lavando
Bota ele pra correr
Leva embora o meu assassino!
Não esqueça de tocar o sino
Pra lembrar a todos de correr
Onde ele não alcance.
Obs.: Há "um item" escondido. Para entender melhor, leia outras poesias ao longo do blog.
Bota ele pra correr
Leva embora o meu assassino!
Não esqueça de tocar o sino
Pra lembrar a todos de correr
Onde ele não alcance.
Obs.: Há "um item" escondido. Para entender melhor, leia outras poesias ao longo do blog.
sexta-feira, 25 de março de 2011
#60
Pensar se consegue só sozinho
Com todo entra e sai do dia-a-dia,
Que queria? Impossível se encontrar.
Eus, Falsidades e Verdades
Essa procura conturbada, limitada
Não preocupa e se ajuda, só
Sozinho. Sem ninguém, se consola
Tira a roda que te puxa à beirada
Seu barco é forte, agarre-se
Não vá de frente e se esqueça, se ame
Se cuide.
Aquele centro é seu, sozinho, todinho.
Com todo entra e sai do dia-a-dia,
Que queria? Impossível se encontrar.
Eus, Falsidades e Verdades
Essa procura conturbada, limitada
Não preocupa e se ajuda, só
Sozinho. Sem ninguém, se consola
Tira a roda que te puxa à beirada
Seu barco é forte, agarre-se
Não vá de frente e se esqueça, se ame
Se cuide.
Aquele centro é seu, sozinho, todinho.
quarta-feira, 9 de março de 2011
#59
O grito me tomou por todas veias.
Quase explorou meus fundos segredos,
e me deixou por entregar.
Foi a minha mais profunda dor de agora
Que em chamas por dentro de mim está
Ao prestes explodir.
Que faço mais? Não há saídas enquanto
Desse tanto de cercas... Ao redor, completo!
Daninhas que não querem ver-me crescer.
Que custa ajudar?
Quase explorou meus fundos segredos,
e me deixou por entregar.
Foi a minha mais profunda dor de agora
Que em chamas por dentro de mim está
Ao prestes explodir.
Que faço mais? Não há saídas enquanto
Desse tanto de cercas... Ao redor, completo!
Daninhas que não querem ver-me crescer.
Que custa ajudar?
quinta-feira, 3 de março de 2011
#58
Corri como disse-me,
Não vi nada!
Sem refúgio que me caiba...
Onde está a então saída?
Que o tal me toma, tal o que?
Quem me escolhe, me trata?
Vi respostas inalcansáveis.
Tantas e tantas, que me afundo
Em profundo descaso que sinto.
Que faço ao mundo para isso?
Mas que tanta vontade persegue-me
Aos montes que acho as vezes
Para tirar-me!
Lá, quieta
Sem nada, mas encontrando
Aos poucos... Bem poucos...
Não vi nada!
Sem refúgio que me caiba...
Onde está a então saída?
Que o tal me toma, tal o que?
Quem me escolhe, me trata?
Vi respostas inalcansáveis.
Tantas e tantas, que me afundo
Em profundo descaso que sinto.
Que faço ao mundo para isso?
Mas que tanta vontade persegue-me
Aos montes que acho as vezes
Para tirar-me!
Lá, quieta
Sem nada, mas encontrando
Aos poucos... Bem poucos...
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