Bastasse ignorá-lo e destruí-lo
Tampouco volta, de saudades plenas
Pois antes de sair pregou meus pés
Ao que nada acredito.
Pois presa não sou
E saiba das novas de que agora respondo por mim
E não há nada que me impeça mais.
Nem medo, nem agústia apertada
Nem nada.
Caminho a passos curtos dessa vez
(essa é uma das maiores novidades)
Pois a pressa não me ajudou
E agora reconheço.
Sou isso que vejo, que sinto, que cheiro
E vivo, como vivo!
E se agora vão, leve o recado
De que não me pertubarei mais.
E não se trata de traição caso pense-o
Pois sou falha, como da espécie que sou
E que entendo.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Mensageiro
Olhos distantes, ligados ao nada
Que me faz pensar de verdade.
Mas a verdade esconde outra
que tão cedo me fez cair
não em mim, mas em si
e outros sis que não eu.
Se veio agora ao meu colo
Não achara coisa melhor?
Em infestar a mim de sujeiras
Que achou em outras. Tire-as.
Não faça mais outra ser suja.
Mas é claro que tenho culpa!
Sim, tarde agora não penso mais
em que devo lamentar, mas sim caminhar
seguir e rir pra não chorar.
Fácil é não ligar de passar,
mas é clara a minha não vontade.
Morrei aqui e enterrai
Não me queixo então de prosseguir.
Que me faz pensar de verdade.
Mas a verdade esconde outra
que tão cedo me fez cair
não em mim, mas em si
e outros sis que não eu.
Se veio agora ao meu colo
Não achara coisa melhor?
Em infestar a mim de sujeiras
Que achou em outras. Tire-as.
Não faça mais outra ser suja.
Mas é claro que tenho culpa!
Sim, tarde agora não penso mais
em que devo lamentar, mas sim caminhar
seguir e rir pra não chorar.
Fácil é não ligar de passar,
mas é clara a minha não vontade.
Morrei aqui e enterrai
Não me queixo então de prosseguir.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
#48
Pois tudo há de me pesar ainda mais
Se por acaso não me gostar, e abandonar
Pra sempre irei achar, e não acreditar
No que só tenho medo de saber.
Não é tão triste quanto parece
Nem tão brando, simplesmente estranho
Pois já tentei sim parar de ir tão rápido
E de todo voltou ainda pior.
Pois não há mais o que negar
Que claramente me pertubo fácil
De toda que existe tenho quase por completa
Que quase me derruba e não deixa levantar.
Mas olha o que me fez tirar!
Quase toda a roupa que tenho foi rasgada
Mas que triste o pesar que cai
Que senão irá lhe matar.
E o medo cresce.
Se por acaso não me gostar, e abandonar
Pra sempre irei achar, e não acreditar
No que só tenho medo de saber.
Não é tão triste quanto parece
Nem tão brando, simplesmente estranho
Pois já tentei sim parar de ir tão rápido
E de todo voltou ainda pior.
Pois não há mais o que negar
Que claramente me pertubo fácil
De toda que existe tenho quase por completa
Que quase me derruba e não deixa levantar.
Mas olha o que me fez tirar!
Quase toda a roupa que tenho foi rasgada
Mas que triste o pesar que cai
Que senão irá lhe matar.
E o medo cresce.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Ouça bem
Pediram-me o favor
De afastar, me retirar
Pois não sabem quem eu sou
E nem quem és.
Pois diga-os se era bom
Matar-te por valores
Puros inventados por alguém
Que triste não pôde dizer à ela tudo o que queria.
Tal dor parece alimentar-se
E não consigo tirar.
De tudo junto, descaso profundo
Ao que sempre detestei e evitei.
Meu rosto não diz tudo
E quando sorrio aos hipócritas
Dizem quem não sou, novamente.
Infâmia profunda
Que já me cansei e deixo
Pois se há o que mudar
Há de ser pra melhorar
Se não consigo agradar
Não é minha culpa...
Que trago mesmo assim
Por grande burrice de certos devaneios
Que são contra mim.
Todos contra mim.
De afastar, me retirar
Pois não sabem quem eu sou
E nem quem és.
Pois diga-os se era bom
Matar-te por valores
Puros inventados por alguém
Que triste não pôde dizer à ela tudo o que queria.
Tal dor parece alimentar-se
E não consigo tirar.
De tudo junto, descaso profundo
Ao que sempre detestei e evitei.
Meu rosto não diz tudo
E quando sorrio aos hipócritas
Dizem quem não sou, novamente.
Infâmia profunda
Que já me cansei e deixo
Pois se há o que mudar
Há de ser pra melhorar
Se não consigo agradar
Não é minha culpa...
Que trago mesmo assim
Por grande burrice de certos devaneios
Que são contra mim.
Todos contra mim.
domingo, 12 de dezembro de 2010
#46
Se não me tiras do mau que tenho
Vou compreendê-lo.
Dentro de mim me ajudará
Se caso sei (e sei que sei) usá-lo
pois pior que maltratar-me é querer mudar
e só apenas agradar.
Falar por elegância, mas que idéia!
Quanta decadência traz
que maltrata a mim, pois!
E pra frente poder respirar
A mais pura das fumaças que preciso
Pois depois de tanta injúria
Que mais preciso senão aproveitar?
Vou compreendê-lo.
Dentro de mim me ajudará
Se caso sei (e sei que sei) usá-lo
pois pior que maltratar-me é querer mudar
e só apenas agradar.
Falar por elegância, mas que idéia!
Quanta decadência traz
que maltrata a mim, pois!
E pra frente poder respirar
A mais pura das fumaças que preciso
Pois depois de tanta injúria
Que mais preciso senão aproveitar?
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
#45
Não foi justo ter me atiçado
Pra depois quão triste amargurado
meter-me entre o estômago.
De tanta lenha encinerou
E só devia ter maltratado
se ao acaso não pudesse mais me ver.
E agora?
Volto a esse mais infame proclamar:
quanta solidão.
Não há o que fazer se mesmo tentar compreender
pois não posso desintender o que entendo e te querer.
Sou a minha amostra mais real
de tão desleal e sincera comigo.
Pois assumo humilhada
Que não bem assim do nada
Mas porém voltei, a esse grande abismo de esperança
E que sede de criança depois de comer doce!
Se não sabe é só abrir
Pra tentar descobrir, que tanta rima forçada não passa de desgraça
Acumulada e enferrujada
Que não exito mais em expulsar.
Mesmo que me traga um belo tiro
de incertezas ou acertos novamente.
Pra depois quão triste amargurado
meter-me entre o estômago.
De tanta lenha encinerou
E só devia ter maltratado
se ao acaso não pudesse mais me ver.
E agora?
Volto a esse mais infame proclamar:
quanta solidão.
Não há o que fazer se mesmo tentar compreender
pois não posso desintender o que entendo e te querer.
Sou a minha amostra mais real
de tão desleal e sincera comigo.
Pois assumo humilhada
Que não bem assim do nada
Mas porém voltei, a esse grande abismo de esperança
E que sede de criança depois de comer doce!
Se não sabe é só abrir
Pra tentar descobrir, que tanta rima forçada não passa de desgraça
Acumulada e enferrujada
Que não exito mais em expulsar.
Mesmo que me traga um belo tiro
de incertezas ou acertos novamente.
Dor de mim
Há um alvoroço de dores
tão sérias e intensas que tampouco somem
logo acabam por deixar-te imóvel.
Não há mais o que fazer
Nem esquecer, o que o faz?
Se não queres melhorar?
É, de tanto pensar chegou a sangrar
E se pensa em estacar, já volta.
Que a maldita dor não me abandona
Nunca quis me tornar sua dona!
É modesta se não fosse tão dura
que o mais intenso reclamar a transforma e retoma
e não liberta-se da prisão que criou.
Se se transformou, adorou
Se adoraram, faz bem.
Persiste dor de tudo.
Já não cansou de mim?
Vá procurar tal outro abrigo
Que já foi meu tempo de querer.
tão sérias e intensas que tampouco somem
logo acabam por deixar-te imóvel.
Não há mais o que fazer
Nem esquecer, o que o faz?
Se não queres melhorar?
É, de tanto pensar chegou a sangrar
E se pensa em estacar, já volta.
Que a maldita dor não me abandona
Nunca quis me tornar sua dona!
É modesta se não fosse tão dura
que o mais intenso reclamar a transforma e retoma
e não liberta-se da prisão que criou.
Se se transformou, adorou
Se adoraram, faz bem.
Persiste dor de tudo.
Já não cansou de mim?
Vá procurar tal outro abrigo
Que já foi meu tempo de querer.
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