Dimuí meu tamanho no mundo.
Bom, acharam minha injúria pósta
fácil de ser vivida.
O secundário me foi posto
Sem querer sair do meu papel.
calaram a fala, ensurdeceram meus pobres ouvidos
Furaram-me os olhos.
Apenas siga, não pense
Siga.
E de teimar foi-me vista a morte
E sem alma resolvi caminhar
Sem saber a dor do pesar
de tantas cabeças.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
#32
Não presto mais serviços.
Disponível apenas a simultaneidade
Não há nada de valor meu
que possa valer toda a atenção em mim
E também não resta mais nada.
Não rastejo aos grandes
Pois pequena não sou
e nem grande. O claro
é a igualdade dos todos.
Mas tão claro que as vias não passam
Os olhos se fecham diante
A crista dislacera
Ao monte que chora e que ri - seguidos.
Se importa, quem importa?
Por cada um que faz a travessia
Não cabe julgar
Se não sabe o que diz
Pois não quer saber mais.
Tudo esgotado.
Tudo acabado.
E bem guardado, mofado inclusive.
Perca o que quiser
É o que resta em mentir e não sentir.
Disponível apenas a simultaneidade
Não há nada de valor meu
que possa valer toda a atenção em mim
E também não resta mais nada.
Não rastejo aos grandes
Pois pequena não sou
e nem grande. O claro
é a igualdade dos todos.
Mas tão claro que as vias não passam
Os olhos se fecham diante
A crista dislacera
Ao monte que chora e que ri - seguidos.
Se importa, quem importa?
Por cada um que faz a travessia
Não cabe julgar
Se não sabe o que diz
Pois não quer saber mais.
Tudo esgotado.
Tudo acabado.
E bem guardado, mofado inclusive.
Perca o que quiser
É o que resta em mentir e não sentir.
domingo, 10 de outubro de 2010
#31
Refúgio insólito e temido
Por muitos evitado
E ainda disponho a procurá-lo
Talvez não haja outra saída
Ou simplesmente a procura cansa
Ou somente não quis achar
Ou ela mesma não quis se mostrar
Que custava ajudar?
Só deparo em frente ao disparo
Tentando ajudar.
Se feri não há como evitar
Não há amparo
Sou de toda muda
Só posso ouvir e sair, nunca entrar
Por muitos evitado
E ainda disponho a procurá-lo
Talvez não haja outra saída
Ou simplesmente a procura cansa
Ou somente não quis achar
Ou ela mesma não quis se mostrar
Que custava ajudar?
Só deparo em frente ao disparo
Tentando ajudar.
Se feri não há como evitar
Não há amparo
Sou de toda muda
Só posso ouvir e sair, nunca entrar
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
#30
Onde encontro um canto pra gritar?
Corro as vezes e não consigo alcançar
Não sei descansar, enxergar
Pois mais clara a verdade é inútil tentar.
Onde vai a razão?
Ao ouvido do surdo?
Ao barulho do mudo?
Ao injúrio imundo?
Corro as vezes e não consigo alcançar
Não sei descansar, enxergar
Pois mais clara a verdade é inútil tentar.
Onde vai a razão?
Ao ouvido do surdo?
Ao barulho do mudo?
Ao injúrio imundo?
Depois melhoro
Mais cedo ou mais tarde pararei pra pensar
Se sabe já o que penso
Saberás quando chegar.
Não avisarei nem me impedirei
Irá acontecer
E da cena não irá se esquecer.
Continue atento a mim
Sei que me observa
Contra tudo me conserva
Escolhe o que me passará
Com medo do que mudará.
Busque logo mais uma dose
Tenho sede de aprender
Mais tarde suceder
O que já foi visto.
Sempre voltarei, e como gostarei
Nunca tirarei o pão que me pões.
Se sabe já o que penso
Saberás quando chegar.
Não avisarei nem me impedirei
Irá acontecer
E da cena não irá se esquecer.
Continue atento a mim
Sei que me observa
Contra tudo me conserva
Escolhe o que me passará
Com medo do que mudará.
Busque logo mais uma dose
Tenho sede de aprender
Mais tarde suceder
O que já foi visto.
Sempre voltarei, e como gostarei
Nunca tirarei o pão que me pões.
domingo, 3 de outubro de 2010
#28
Não se sabe ao certo sair
Não há mais como se divertir
Não sabe como agir em virtude
de tudo que pensa e quer acontecer.
Não se valha de esquecer
Que há medo de não concluir
E estúpido faz se confundir
Não há mais como se divertir
Não sabe como agir em virtude
de tudo que pensa e quer acontecer.
Não se valha de esquecer
Que há medo de não concluir
E estúpido faz se confundir
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Desamor
Estou a tal modo
Em que parece normal o desamar
Tal como cair e levantar
E querendo sair, até, me encontro
Imaterialmente, como sempre e obviamente
Puxando-me num ato miserável
Até que se drenem as forças do que existe dentro de mim.
Nunca foi tão feliz a meu querer
Até digo nunca três vezes
Nem nunca se faz, à ninguém, eu sei
Mas sim o não querer
Acontecendo eu observo se fazer:
Se fazendo enamorar de tão sofrer.
Mas queres gritar
Não tentar, desistir
As más faces que olham pra mim
Influencia-te, aí dentro
Pudera não fazer mais de mim sua parasitária casa!
Então procuro me entender contigo
Descontente conformada, desamada
Ou sempre amada, e nunca amar.
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